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  Editorial de 17/01/2010

CONVERGÊNCIA BATISTA

Os leitores das publicações batistas já devem ter percebido que os batistas encontram-se bem divididos. A começar pela liderança (não falo de pastores locais, mas sim, das lideranças estaduais e a nível nacional, também). Em se tratando de liderança local, fica bem claro que há um hiato entre pastores e pastores e também, entre pastores e seus liderados.

A divergência é vista aos visitarmos as igrejas. É também vista, entre pastores. Há pastores que não vejo em nossos encontros denominacionais há anos e olha que são bem jovens ainda! Não se trata de impedimentos por questão de saúde.

Quais sãos os motivos de nossas divergências? Há manifestações proporcionadas pelo fator personalidade. Não se trata de alguém ter DNA de pacificador, mas também não precisa ser perturbador. E como são abundantes em nossos dias! O pós-moderno é em termos de interioridade um perturbado. Desemprego (dele ou dos filhos), violência rondando a si e aos seus, queda de qualidade de vida a vista, ameaça do meio ambiente, enfim, são abundantes os fatores. Esse perturbado descarrega-se na comunidade em que vive, no caso, a Igreja.

Pobre igreja! Haverá que suportá-lo enquanto vive ou até a volta de Jesus, pois assim como o seu ambiente, não mudará, senão para pior.

Outra razão é a influência do mundo espetaculoso que nos rodeia. Assim como somos bombardeados por ofertas de espetáculos pela mídia, a liturgia batista também foi influenciada. Quando vou a uma igreja e percebo que os cânticos se prolongam por 30, 40 minutos ou até uma hora, já sei que virá uma mensagem sem conteúdo (peço perdão), sem pé nem cabeça, como diriam os de outrora. E olhe que "figurões" caíram nessa. Sermões autísticos proliferam abundantemente. O autista se refere a si na terceira pessoa. "Ele quer comer", "ele quer passear", dizem. Os pregadores usam só a primeira pessoa. Eu, eu, eu. E os cânticos também. Eu, eu, eu, me, mim, comigo, meu umbigo, ops! Saí da linha, desculpem! Mas não é isso mesmo que vemos? Vejam! Já fui atingido. Estou divergindo também.

Sei que vozes levantar-se-ão. Os fãs do espetáculo me chamarão "quadrado". Os da "liturgia histórica" dirão que esse pastor fica em cima do muro. Hoje só citei as dificuldades. Volto ao tema, tentando a tão sonhada convergência. Ah! Orem por mim, ao escrever sobre o tema. Certo?


Pr. Manoel de Jesus Thé


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