COMEÇANDO UM ANO VELHO
Estamos no começo de 2010. A cada ano nomeamos o ano iniciante de ano novo. Ao longo do mesmo percebemos que nada mudou. A única diferença entre um e outro, nesses últimos anos, é que o tema é único. No século passado, o último do milênio, cada ano trazia uma novidade. A abertura soviética, um grande desastre, ameaça de guerra entre países, mormente os do Oriente Médio, uma nova descoberta, davam-nos assunto para vários meses. Nos últimos anos, nosso planeta tem dado mostra de que exala seus últimos suspiros. Esse tema tornou-se único, não só no Brasil, mas no mundo todo.
Vejamos algo novo para o mundo, mas nada novo para nós cristãos. Há dois mil anos atrás, nosso tema já era previsto, logo, estamos dois mil anos na frente, em termos de informação.
Apocalipse, um livro muito conhecido, embora superficialmente, pelos não cristãos, nos informa alguns acontecimentos de nossos dias. No capitulo 6 do livro, uma voz de trovão convoca a vinda de um cavaleiro. O primeiro cavaleiro é um vencedor. O segundo traz guerra à terra. Como estão beligerantes os governos dos nossos dias! Para justificar sua continuidade nos postos de comando, figuras insignificantes, tornam-se notórias, levantando bandeiras ideológicas, semeando ilusões e fanatismos. E que estrago as ideologias (sempre humanas) tem trazido ao mundo! Que o digam os armênios, os judeus, os nativos dos povos conquistados. O terceiro cavaleiro trouxe carestia à terra. Que choque nos trazem as fotos de crianças famintas! Para conferir basta uma visita às periferias das cidades brasileiras. O quarto cavaleiro abre um período em que a morte predomina por várias causas. Violência (problema brasileiro em particular), fome, doenças, e animais famintos. O quinto cavaleiro revela um triste quadro que a imprensa mundial tem escondido: perseguição religiosa, coisa que muitos tinham como problema dos primórdios do cristianismo. São pessoas que John Piper chama de homens de fé na graça futura, que prevaleceram às promessas enganosas do pecado. Sim, senhores, ainda hoje há muitos morrendo por Cristo. Por fim o último cavaleiro abre um período de terremotos, catástrofes naturais, medo, desespero, fugas (vistas hoje através dos desenfreados prazeres, alcoolismo, drogas...), tão comuns hoje.
Como se vê essa será uma tônica comum nos anos que se seguem. Estamos no crepúsculo da humanidade. Finalizamos com o conselho de Esdras 8:23, preparando o povo de Deus para dias difíceis: "Assim, jejuamos e pedimos isto ao nosso Deus; e Ele atendeu às nossas orações".
Se assim fizermos, por certo teremos um feliz 2010. Amém.
Pr. Manoel de Jesus Thé
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